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Transformação digital na educação

A Transformação Digital na Educação e o poder da Cultura de Aprendizado

“Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não conseguem ler e escrever, mas sim aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender.”

–  Alvin Toffler

No contexto econômico atual, com novos segmentos de mercado, novos modelos de negócio, constantes mudanças, globalização, interdependência, competidores ferozes e avanço tecnológico, um também novo modelo de aprendizagem se faz necessário. Vivemos um mundo conectado e complexo! E, é claro, também as pessoas estão alterando a forma que se relacionam, aprendem, produzem e consomem. Não podemos desconsiderar isso.

Por isso, o processo de ensinar e aprender deve acontecer interligado de maneira profunda e constante.

Pelo fluxo crescente de informações com o qual os profissionais devem lidar diariamente e sua velocidade de mudança, acredita-se cada vez mais em uma formação baseada na açãno lugar de uma que tem como base a aquisição e a retenção do saber. Mais importante que saber de tudo – o que prova-se até mesmo inviável em função de limitação física do nosso cérebro, devemos saber onde buscar o que é relevante no momento certo.

“A vantagem competitiva reside no fato de aprender, desaprender e reaprender continuamente“.Mas por que desaprender? Porque desaprender libera nossa mente para recentes verdades e para a adaptação à nova realidade. Desaprender vai ao encontro de atitudes criativas, inspiradoras e inovadoras, descartando o que não faz mais sentido. Aprender não é memorizar para demonstrar a alguém um conhecimento que será passageiro… É preciso saber relacionar e interligar informações antes desconexas e ainda refletir sobre esse novo significado criado.

Alinhado com isso, o termo Educação 4.0 aparece e é uma menção à quarta revolução industrial ou Indústria 4.0. Ela também se preocupa com as necessidades educacionais das novas gerações. E essa preocupação passa por vários atores: professores, gestores de educação, alunos e também as organizações.

Quais as habilidades deve ter o professor da Educação 4.0? Como consigo engajar meus alunos para que sejam mais proativos e se envolvam verdadeiramente com o conteúdo? Como fazê-los aplicar seu conhecimento em seu ambiente de trabalho? Quais desafios serão enfrentados pelos gestores e seus educadores neste novo contexto? Como eu, aluno, conseguirei me apresentar melhor e estar mais preparado às necessidades do mundo corporativo atual? Que habilidades tenho que desenvolver para isso? Como profissionais de RH podem auxiliar na construção de soluções mais rápidas e criativas para problemas do cotidiano? Como criar ambientes de trabalho mais flexíveis, com profissionais multidisciplinares e engajados? E… como minha empresa deve se posicionar para criar conhecimento continuamente e se manter na vanguarda?

processo de aquisição de competências profissionais ocorre em salas de aula (desde que acompanhada da participação ativa do aluno) e também no contexto de trabalho, através de troca de conhecimento existente em interações do cotidiano, na realização de tarefas e solução de problemas. É uma soma: sala de aula + ambiente de trabalho.

A ideia é que os colaboradores possam levar para seu cotidiano o que aprenderam de maneira formal e provocar discussões onde o aprendizado possa ser ampliado e sustentado. Nesse tipo de ambiente organizacional, novas ideias não são somente bem-vindas, mas também encorajadas.  Cada um traz sua experiência e compartilha. O que era só seu, agrega com o que era de cada um e vira de todo mundo! Dessa forma, o produto do aprendizado não é mais definido por um expert. Ele emerge quando novas situações e desafios do mundo atual surgem. É uma aprendizagem baseada em situações problema, promovendo o confronto de múltiplas perspectivas. As pessoas precisam se sentir estimuladas a compartilharem com as demais aquilo que acabaram de aprender e também estarem abertas a assimilarem com seus colegas tudo que ainda não foi percebido por elas. Portanto, compartilhar é indispensável para a aprendizagem, colhendo novas opiniões que serão conectadas novamente e criando mais conhecimento.

Muito importante, então,  dizer sobre o papel fundamental do indivíduo neste contexto. Ele deve se posicionar como protagonista de seu aprendizado,  dono de sua carreira (não somos donos do nosso emprego!)onde ele poderá decidir sobre sua atuação e contribuição na empresa atual, sobre assumir novos cargos, novos empregos, etc. E como o conhecimento torna-se desatualizado com muita rapidez, a capacidade essencial para uma carreira de sucesso é aprimorar seu processo de aprendizagem para fazer frente a seus concorrentes.

Em tempos em que colaboradores substituem a rotina por tarefas de maior complexidade, é exigido uma maior capacidade de análise e interpretação de dados. Novas tecnologias, ferramentas e técnicas para acelerar o aprendizado, ou Learning Agility, já se fazem presentes e fundamentais nesse sentido.

Big Data, Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Aumentada, entre outras já contribuem para um aprendizado personalizado, preenchendo a lacuna de que cada aluno aprende de forma e ritmo diferentes. E é ai que as máquinas podem entrar em cena e otimizar esse processo indo direto ao ponto de cada necessidade individual. Já as tão faladas Metodologias Ativas precisam ser fortemente aplicadas tendo como principal propósito a resolução colaborativa de desafios, através da investigação, reflexão e criação de possíveis soluções. Também é preciso focar na aprendizagem baseada em times para o compartilhamento dos conhecimentos individuais e aparecimento natural de ideias “fora da caixa”.  Para contribuir, a gamificação tem que se fazer presente levando “situações de jogo” para dentro da sala de aula e elevando o grau de engajamento, foco e produtividade.

Qualquer dinâmica competitiva tem potencial de envolver as pessoas com mais facilidade, através de reconhecimento, recompensas, pontuação, personagens, níveis de dificuldade e muita superação. Sem esquecer de StoryTelling como fator primordial do entendimento de qualquer assunto com o uso de materiais como cenas cotidianas, vídeos, infográficos, etc na contação da história/conteúdo de forma a atrair a atenção dos alunos.

 “The single biggest driver of business impact is the strength of an organization’s learning culture.”

Josh Bersin

Peter Senge, no livro The Fifth Discipline,deu nome a um tipo de organização que se encaixa muito bem neste contexto: “Learning Organizations” ou Organizações que Aprendem. Para sua sobrevivência, as empresas não podem ficar de fora desse processo de aprendizado contínuo e colaborativo! Dessa forma, estas organizações promovem a cultura da aprendizagem que permite que seus colaboradores aprendam e se transformem continuamente, proporcionando, portanto, um método competitivo de gestão. Nela, os colaboradores aprendem trabalhando e trabalham aprendendo.  Elas devem implantar as melhorias necessárias à sua sobrevivência em um ambiente de inovação e de expansão de sua capacidade criativa e, por isso, se deve se manter em permanente inspeção/adaptação, assumir riscos inerentes e focar na resolução de problemas com trabalhos colaborativos.

Além do papel do próprio indivíduo em seu aprendizado e de seus gestores diretos, profissionais de RH também são fundamentais como suporte estratégico, auxiliando líderes e CEOs a cultivar o Agile Learning de modo a favorecer a tomada de decisões e contribuir para o êxito organizacional.

E,  você, está preparado para esse momento?

O IGTI está empenhado em espalhar essas e outras ideias inovadoras no campo da educação. Um MBA em Transformação Digital na Educação foi criado com o objetivo de colaborar para a formação do especialista em transformação digital na educação, abordando conceitos, métodos e práticas para a inovação dos processos educacionais no ambiente corporativo, na educação básica e no ensino superior.

Esteja preparado! Clique em https://www.igti.com.br/cursos/mba-em-transformacao-digital-na-educacao/ e saiba mais dessa importante iniciativa!

 

“A capacidade de aprender é uma característica inerente ao ser humano; a habilidade de continuar aprendendo é uma habilidade essencial para a liderança. Quando os líderes perdem essa habilidade, eles inevitavelmente falham. Quando algum de nós perde essa habilidade, ele deixa de crescer.”

-Warren G. Bennis e Robert J. Thomas, Geeks and Geezers: How era, values and defining moments shape leaders

 

Para maiores informações:

Sobre aprendizagem em tempos de mundo VUCA – “Improve your ability to learn”, Harvard Business Review, 2015

Sobre cultura do aprendizado https://www.shrm.org/hr-today/news/hr-magazine/pages/0515-learning-culture.aspx

Sobre aprendizagem emergente http://www.learning30.co

Sobre Learning Organizations https://www.youtube.com/watch?v=40meQNZl3KU e

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Fifth_Discipline

Sobre RH no Agile Learning “The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution” (WEF, 2016).

Sobre Educação 4.0 https://escolaweb.com.br/artigos/o-que-e-educacao-4-0-e-como-ela-vai-mudar-o-modo-como-se-aprende/

Sobre novas habilidades https://exame.abril.com.br/revista-exame/a-era-das-novas-habilidades/

O primeiro learning shot que fizemos em BH com a utilização do Learning Canvas em 2015: https://www.youtube.com/watch?v=1wHtqAhjzX8