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desenvolvedor front-end

Diferenças entre o Desenvolvedor Front-End e o Desenvolvedor Full Stack

Entenda quais as diferenças entre um desenvolvedor front-end e um desenvolvedor full stack, quais são suas principais atividades e tarefas, e o perfil profissional que estes desenvolvedores devem ter.

Os termos desenvolvedor front-end e full stack estão sendo muito utilizados pelo mercado para definir um tipo de desenvolvedor de software. Ao fazer uma busca em portais de emprego, você irá encontrar vagas para os dois tipos de perfis. Mas quais as diferenças entre estes dois profissionais? O que cada um deve saber para ser dar bem no mercado de trabalho? Vamos entender um pouco essas diferenças.

O que é um desenvolvedor front-end?

Um desenvolvedor front-end é o profissional responsável por criar a interface de utilização de um site ou aplicação web. A camada visual das aplicações web, na qual os usuários interagem, é então de responsabilidade do desenvolvedor front-end. É ele quem irá montar a estrutura da página, como por exemplo colocando o cabeçalho, rodapé, colunas e imagens em seus devidos lugares. É ele também que irá cuidar da estilização da página cuidando da sua aparência, colocando as devidas cores e fontes. Ele também deve se preocupar com o fluxo de navegação entre as páginas, de forma que o usuário consiga navegar pela aplicação com boa fluidez.

Com a popularização dos smartphones, é cada vez mais comum que aplicações web sejam acessadas a partir de dispositivos móveis. Desta forma, o desenvolvedor front-end precisa se preocupar com a responsividade de suas páginas, fazendo com que elas se redimensionem de acordo com o tamanho da tela do usuário, para que assim eles consigam ter uma boa experiência de uso.

O desenvolvedor front-end pode replicar um layout estático elaborado por um designer, por exemplo no Photoshop, ou ele pode elaborar o layout por conta própria. Isso vai depender das características do projeto, da empresa e do conhecimento do profissional. Este desenvolvedor geralmente também trabalha muito com correção de bugs e evoluções de software.

O que é um desenvolvedor full stack?

O termo full stack vem sendo bastante utilizado nos últimos anos como uma forma de definir um tipo de desenvolvedor. O próprio nome já dá uma ideia do que este desenvolvedor faz, pois a palavra full significa completo e stack pilha. Ou seja, trata-se de um profissional capaz de

trabalhar com toda a stack de desenvolvimento de uma aplicação. Algumas pessoas caracterizam um desenvolvedor como full stack caso ele trabalhe com o front-end e com o back-end, já outros consideram um desenvolvedor como full stack caso ele consiga atuar não somente no front e no back-end, mas sim em todas as etapas e partes do desenvolvimento, como o banco de dados e servidor.

Um diferencial para desenvolvedores full stack é conseguirem trabalhar também com desenvolvimento mobile, já que ele está cada vez mais presente. Em muitos casos este conhecimento é essencial para o desenvolvedor.

A princípio pode parecer meio desesperador ter que conhecer tudo de todas as etapas do desenvolvimento de um projeto, mas tenha calma. Um desenvolvedor full stack não precisa ser um expert em todas as áreas, pois isso seria praticamente impossível. Geralmente ele tem uma área na qual ele possui um maior domínio, e as demais ele tem um conhecimento no qual ele consegue “se virar”, sem que isso seja sua principal especialidade.

Caso um desenvolvedor consiga levantar as necessidades do projeto, desenvolver o sistema e colocá-lo no ar, ele pode se considerar um desenvolvedor full stack. Ele não precisa dominar todas as áreas, mas precisa saber um pouco de todas elas, e ser capaz de aprofundar em determinado tema caso seja necessário.

O perfil deste tipo de profissional é chamado de T-Shaped, pois são pessoas que tem conhecimento em diversos assuntos, porém sem tanto aprofundamento, representado pela parte de cima do T, e é especialista em determinado assunto, possuindo um conhecimento bem profundo, representado pela parte vertical do T.

Qual a diferença entre um desenvolvedor front-end e um desenvolvedor full stack?

Nos tópicos anteriores entendemos um pouco melhor o que é um desenvolvedor front-end e o que é um desenvolvedor full stack. De forma resumida, podemos dizer que um desenvolvedor full stack tem conhecimento em todas as áreas do desenvolvimento, como front-end, back-end, banco de dados e servidor, não sendo necessariamente especialista em todas elas. Já o desenvolvedor front-end é especialista em front-end, e geralmente ele terá um conhecimento maior nesta área do que um desenvolvedor full stack.

Os dois perfis são muito buscados pelo mercado de trabalho, e muitas vezes estes dois tipos de desenvolvedor trabalham juntos em uma mesma equipe. Algumas empresas preferem contratar desenvolvedores especialistas no front-end e back-end, já outras empresas preferem contratar desenvolvedores full stack, e outras optam por mesclar todos os perfis. Esta escolha vai depender da empresa e do projeto em questão.

Qual o perfil profissional destes desenvolvedores?

Tanto o desenvolvedor front-end quanto o full stack deve ser curioso e buscar aprender sempre. Como a área de desenvolvimento é muito dinâmica, sempre está surgindo uma nova tecnologia, um novo framework, uma nova biblioteca, então ele deverá ficar antenado a respeito das novidades da área para sempre propor a melhor e mais viável solução para o problema em questão. Também é preciso ter foco para que você não fique tentando conhecer um pouco de tudo e acabe não se especializando em nada. Estes dois profissionais podem trabalhar em diferentes tipos de projetos e empresas. Também há a possibilidade de trabalhar de forma remota e em projetos como freelancer.

Ter habilidades para trabalho em equipe é desejável, pois a maioria dos projetos envolve interação com pessoas de várias equipes. O inglês é outro aspecto muito importante para ambos os tipos de desenvolvedor, uma vez que a maioria das ferramentas, livros e

fóruns são em inglês. É desejado que estes profissionais consigam aprender sozinhos e de forma rápida, pois normalmente os projetos são bem corridos e precisam de agilidade, e nem sempre existe alguém na equipe com conhecimento no assunto e com tempo disponível para ensinar, por isso ser autodidata é um diferencial.

Esta busca constante por conhecimento é essencial para que o profissional não fique ultrapassado em pouco tempo, e para que as soluções que ele irá criar gerem de fato valor para a empresa.

Professor autor: Guilherme Henrique de Assis