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transformação digital

O Caminho rumo a Transformação Digital

Desafios e estratégias para o alcance dos objetivos organizacionais.

Uma mudança tecnologia é desafiadora, pois envolve não apenas a solução de problemas relativos à produção de bens e serviços, mas também a inovação! Estas mudanças não surgem do nada. Envolvem a experiência, conhecimento, desenvolvimento e aperfeiçoamento de modelos e procedimentos das empresas. Para alcançar as mudanças tecnológicas é necessária uma boa estratégia, determinando os objetivos, propósitos e metas, bem como os planos para obtenção destas metas. Já as decisões estratégicas determinam a direção geral de um empreendimento e a sua viabilidade à luz do previsível e imprevisível. Preveem mudanças desconhecidas que possam ocorrer em seus ambientes mais importantes.

Não existem mudanças tecnológicas sem Disrupção. Em nosso contexto, disruptivo é ditado pela velocidade de mudar amplamente as coisas, não se sentir preso às regras, gerar algo desafiador e de impacto, ter intensa criatividade e almejar negócios com crescimento exponencial. Portanto, ser disruptivo e propenso a mudança, pode potencializar projetos de sucesso de transformação digital (TD) nas organizações.

Outro ponto importante é o alinhamento da Tecnologia da Informação (TI) com os negócios. As organizações precisam proporcionar condições de atuar de maneira a integrar a TI com as áreas de negócio, otimizando recursos e buscando uma vantagem competitiva sobre os concorrentes.

Falamos tudo isto para irmos na direção da Transformação Digital. Mas, o que é a Transformação Digital? A linha que seguiremos vai de encontro a TD como o processo de mudança realizado a partir do uso das chamadas tecnologias sociais, móveis, analíticas e tecnologias em nuvem que afetam significativamente três ou mais dimensões no nível individual, organizacional e/ou social. Outra boa definição é que a TD utiliza da tecnologia para melhorar radicalmente o desempenho ou alcance das empresas. Veja que impressionante: de acordo com Toolbom, a pesquisa do Google pelo termo transformação digital produziu mais de 23,5 milhões de acessos a partir de outubro de 2015.

Patel e McCarthy foram os primeiros autores a mencionar o conceito de Transformação Digital em 2000, embora não tivessem definido o termo. É preciso destacar que, quando uma organização utiliza de novas tecnologias digitais nos seus negócios, não significa necessariamente que esta organização sofre uma TD, ou seja, uma mudança radical fundamental. A Transformação Digital é a mudança disruptiva nos mercados e na sociedade, em larga escala, partindo da convergência tecnológica, utilizando a estratégia corporativa e novos modelos de negócios. Mas, mudanças também podem acontecer apenas com a melhoria de processos já existentes.
É importante dizer também o que não é a TD: não é um conceito para o futuro ou uma simples automação de processos ou migração para a Cloud Computing. Não é o uso apenas do marketing digital ou penas de Smartphones. Não são ações isoladas!

Precisamos mencionar os Ativos Digitais, pois são a base da TD. Os ativos digitais são pontos de contato entre sua marca e os consumidores, mas são também estratégias e conteúdos utilizados por empresas para atrair clientes e divulgar seus produtos e serviços na web. Exemplos de ativos digitais: imagens, vídeos, áudios, animações, apresentações, sites, blogs, etc.

E não podemos entrar no mundo da Transformação Digital nas organizações sem mostrar quais são os principais pilares para alcançar resultados positivos, segundo um interessante artigo na revista Computerworld:

  • Gestão de Processos de Negócios: Implementar mecanismos robustos para gerenciar os processos de negócio da empresa. Melhorar os processos de negócios com uma abordagem prática.
  • Gestão de Pessoas e Mudanças: As pessoas envolvidas no processo de transformação ou afetadas pelos seus resultados, precisam enfrentar os novos desafios nas áreas onde trabalham.
  • Gestão de Valor: Aplicar técnicas qualitativas e indicadores quantitativos para planejar o valor econômico que a empresa obteria se pudesse melhorar estrategicamente os processos.
  • Gestão de Tecnologia: Mobilidade, redes sociais, infraestrutura em nuvem, análise de dados e Internet das coisas. “Mas, deve-se levar em conta a maneira como a empresa define seu modelo de negócios, gerencia suas operações e entrega seus produtos e serviços aos clientes” (TAGLIANI, 2019).

Vamos agora a um exemplo de TD utilizado no contexto do varejo digital, para consolidar o que apresentamos. Uma empresa de varejo tem por objetivo decodificar o comportamento de consumo do comprador, oferecendo o que ele deseja comprar a um preço e condições que remunerem seus fatores de produção e possam proporcionar lucro. Quanto melhor o varejista identificar o comportamento do varejo, tão melhor sucedido será em suas operações. Ocorre que a captura dos dados é apenas parte do problema. Os dados precisam ser transformados em informações gerenciais.

O processo todo é como uma corrida com o uso de bastão. Dois são os corredores: a captura e a análise dos dados. De pouco adianta o varejista embarcar em uma Ferrari no processo de coleta de dados e passar o bastão para uma carroça no momento da análise do que foi obtido. Uma empresa varejista deve ser rápida nos dois processos. Em outras palavras precisa ser sensível. A sensibilidade requer velocidade de captura, processamento adequado e análise inteligente dos elementos colhidos. Para que isso possa de fato acontecer, é preciso repensar toda a operação de varejo, ou seja, realizar a TD.

Portanto, a eficiência produtiva depende largamente do acompanhamento do fluxo de informações digitais ao longo de todo o caminho. Rastreando os dados pode-se ter maior visibilidade da dinâmica de consumo. O consumidor vale-se de diferentes modos de interação com as operações varejistas. O monitoramento por rádio frequência – RFID – é um recurso tecnológico muito útil no rastreamento das decisões de compra. Informações assim obtidas podem facilitar as políticas de composição de canais na oferta das empresas varejistas, trazendo vantagens competitivas e tomada de decisões assertivas (IBEVAR, 2019).

Por fim, é fundamental apresentar algumas dicas desafiadoras para a o caminho rumo a TD, segundo uma pesquisa realizada por uma importante empresa – BizAgi, para o alcance dos objetivos organizacionais:

1. Definir uma estratégia e visão clara de onde se pretende chegar
  • Identificar fatores internos e externos (análise SWOT!), pois conduzem a necessidade de mudanças
  • Entender e priorizar tais fatores, definindo claramente a estratégia tecnológica para endereçá-los
  • Entender o alto nível de expectativa dos clientes
  • Conhecer o momento e ter mapeado onde se quer chegar
  • Criar uma visão compartilhada com parceiros
2. Trabalhar em conjunto: colaboradores, clientes, fornecedores
  • A falta de comunicação entre departamentos pode ser prejudicial
  • Empoderamento dos líderes digitais
  • Envolver os parceiros
  • Trabalhar com metodologias comuns com os parceiros
  • Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso e trabalhar juntos é um sucesso (Ford).
3. Usar metodologias capazes de tornar os negócios ágeis
  • Pense grande, comece pequeno, escale rapidamente
  • Fortaleça a cultura organizacional para suportar as mudanças
  • Planeje e apoie as mudanças
  • Defina sua arquitetura de ativos digitais
  • Reuse os ativos digitais
  • Não espere a perfeição nos primeiros projetos
4. Cuidado com a disponibilização de recursos, pois tempo e dinheiro são sempre insuficientes
  • Planejar as mudanças é inevitável
  • Criar um time autossuficiente
    Transformação não é um processo interminável
  • Possibilite uma produtividade sustentável ao seu time (treinamento!)
  • Crie uma cultura de mudança que promova inovações mensuráveis
5. Encontre tecnologias digitais flexíveis
  • Muitas ferramentas escolhidas não são adequadas para o time, trazendo desapontamentos
  • Jogar fora o legado nem sempre é uma alternativa viável
  • Agilidade e controle sobre os processos é uma solução
  • Plataformas que integrem nativamente são mais viáveis
  • E que sejam flexíveis para suportar novos sistemas

 

Professor autor: Fernando Hadad Zaidan

 

Fonte:

BIZAGI. Top 5 challenges of digital transformation. Disponível em: <https://blog.bizagi.com/2016/11/04/your-checklist-for-digital-transformation-success/>. Acesso em: 18 fev. 2019.

IBEVAR. Disponível em <https://www.ibevar.org.br/disrupcao-digital-transformacao-digital-e-a-empresa-sensivel-de-varejo/>. Acesso em: 18 fev. 2019.

TAGLIANI, F. Quatro pilares fundamentais para a transformação digital na América Latina. Disponível em: < http://computerworld.com.br/quatro-pilares-fundamentais-para-transformacao-digital-na-america-latina>. Acesso em: 18 fev. 2019.

TOLBOOM, I. The impact of digital transformation. Master Thesis Report. Delf Universitu of Technology, 2016.