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O perfil e os desafios da carreira do Analista de Processos

Os principais desafios para o Analista de Processos e os conhecimentos necessários

No decorrer no tempo o profissional de processos passou por transformações, tendo algumas nomenclaturas na descrição da atribuição, dentre elas: Analista de Qualidade, Analista de Processos, Analista de Negócios, etc.

A evolução do papel do profissional de processos passa também pelas ondas do gerenciamento de processos, conforme demonstrado abaixo:

  •       Primeira e Segunda Onda

Primeira onda – Processos implícitos nas práticas de trabalho e não automatizados. Após a Segunda Guerra Mundial surge o gerenciamento da qualidade.         

Segunda onda – Processos reescritos manualmente e automatizados em sistemas. Adição dos ERPs com regras rígidas e pouco flexíveis a mudanças. Foco na reengenharia de processos.

Analista de Processos com foco em qualidade (TQM)

Utilização de auditorias e elaboração de procedimentos, fluxos de trabalho, indicadores de desempenho operacional, normatização (Procedimento Operacional Padrão – POP), etc.

  •        Terceira Onda

       Terceira onda – Processos desacoplados dos ERPs e foco em resultados, agilidade e adaptabilidade. Monitoramento, melhoria contínua e otimização ponta a ponta dos processos de negócio.

Analista de Processos com foco do cliente

Utilização de metodologias e ferramentas como BPM, BPI, BPMN, BPMS, enfoque na análise, melhoria e gestão de processos interfuncionais para entregar valor aos clientes.

  •        Quarta Onda

       Quarta onda – Transformação do negócio a partir da inovação gerencial.

 Analista de Processos com foco em design da experiência do negócio.

Utilização de técnicas como experiência do usuário, gamificação, jornada do cliente integrada aos processos automatizados, Design Thinking etc.

O perfil atual do profissional de processos

Atualmente o Analista de Processos é responsável pelo levantamento das informações e necessidades de melhorias dos processos de negócio, formulando o encadeamento de sua execução. Provê suporte ao desenho de processos em iniciativas de transformação tendo como principais atribuições:

  • Modelagem de processos de negócio
  • Colaboração com dono de processos e gerentes de processos para diagnosticar problemas e propor soluções
  • Realizar análises, tais como de desempenho, impacto e simulação de processos
  • Avaliar, priorizar e implementar mudanças em processos
  • Desenvolver a arquitetura de processos
  • Avaliar impactos decorrentes da necessidade de exclusão, alteração ou inclusão de processos na arquitetura
  • Prover alinhamento entre a arquitetura de processos e outros ativos organizacionais
  • Manter o repositório de processos da organização
  • Desenvolver e manter metodologias e padrões associados a processos
  • Simular alternativas de desenho futuro
  • Definir o melhor desenho futuro para o processo, adequado às necessidades do negócio
  • Definir a melhor forma de automação da execução e do gerenciamento do processo
  • Avaliar o desempenho de processos

Além disso, o Analista de Processos faz a ponte entre a área de negócios e a tecnologia da informação traduzindo requisitos do negócio para a linguagem de TI. O conhecimento aprofundado em gestão de projetos faz-se necessário, pois cada iniciativa de processos se transforma em um projeto em potencial.

Desafios para profissional de processos

Este profissional necessita ter um conhecimento holístico da administração da organização como um todo. Na figura 1 é apresentado um quadro comparativo elaborado pelo consultor em Gestão de Processos, Gart Capote onde apresenta os perfis dos profissionais e sua camada de atuação.

Podemos perceber pelo quadro comparativo (Figura 1) que à medida que evolui, as características empreendedoras e da administração do negócio são adicionadas ao profissional de processos.

Para alcançar e passar por essas transições os profissionais de processos devem, cada vez mais, buscar qualificação diferenciada para atender ao que o mercado busca. Ainda vivemos no perfil de atuação do Analista 2.0 (Figura 1) e irá ter um diferencial aquele profissional que buscar qualificações complementares.

Assim como aprendemos que os processos não são estáticos, o profissional de processos também não o é, devendo buscar o seu aprimoramento a cada dia.

Figura 1 –  Quadro comparativo – O Analista de Processos 3.0 (CAPOTE, Gart – 2018)

analista de processosFonte: O Analista de Processos 3.0

Professor autor: Enivaldo Soares Bigão