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desenvolvedor front-end

O que faz um Desenvolvedor Front-End?

Entenda o que faz um desenvolvedor front-end, quais suas principais atividades e qual o perfil profissional que este desenvolvedor deve ter.

A procura por desenvolvedores front-end vem crescendo bastante nos últimos anos, o que faz com que muitos profissionais se interessem por esta área. Mas afinal, o que faz um desenvolvedor front-end? Um desenvolvedor front-end é o profissional responsável por criar a interface de utilização de um site ou aplicação web. A camada visual das aplicações web, na qual os usuários interagem, é então de responsabilidade do desenvolvedor front-end. É ele quem irá montar a estrutura da página, como por exemplo colocando o cabeçalho, rodapé, colunas e imagens em seus devidos lugares. É ele também que irá cuidar da estilização da página cuidando da sua aparência, adicionando as devidas cores e fontes, por exemplo. Ele também deve se preocupar com o fluxo de navegação entre as páginas, de forma que o usuário consiga navegar pela aplicação com boa fluidez.

Com a popularização dos smartphones, é cada vez mais comum que as aplicações web sejam acessadas a partir de dispositivos móveis, desta forma o desenvolvedor front-end precisa se preocupar com a responsividade de suas páginas, fazendo com que elas se redimensionem de acordo com o tamanho da tela do usuário, para que assim eles consigam ter uma boa experiência de uso. O desenvolvedor front-end pode replicar um layout estático elaborado por um designer, por exemplo no Photoshop, ou ele pode elaborar o layout por conta própria. Isso vai depender das características do projeto, da empresa e do conhecimento do profissional. O desenvolvedor front-end geralmente também trabalha muito com correção de bugs e evoluções de software.

O que um desenvolvedor front-end precisa saber?

É primordial que um desenvolvedor front-end tenha domínio em HTML, CSS e JavaScript, pois eles são a base do desenvolvimento web. O HTML é o responsável por estruturar a página, o CSS por estilizar esta estrutura e o JavaScript por fazer com que a interface seja dinâmica. Existem muitos frameworks e bibliotecas que auxiliam no desenvolvimento, porém não é desejável que o desenvolvedor front-end foque seus estudos somente neles, pois eles surgem e ficam defasados com certa velocidade. Caso o desenvolvedor tenha habilidade com os conceitos base do desenvolvimento web, ele conseguirá rapidamente se adaptar a novas ferramentas e até customizá-las quando necessário.

O mercado está cada vez mais utilizando frameworks e bibliotecas JavaScript para agilizar o desenvolvimento de aplicações, fazendo com que o desenvolvedor não tenha que se preocupar tanto com tarefas repetitivas e que podem ser automatizadas, deixando o desenvolvimento mais eficiente. Existem diversas ferramentas nesta linha, podemos citar como algumas das mais utilizadas o React, Angular, Vue e Ember. É importante também que o desenvolvedor seja familiarizado com o consumo de APIs, pois esta é a forma mais comum para comunicação do front-end da aplicação com o back-end. Muitas empresas também utilizam pré-processadores de CSS, como por exemplo o Sass e o Less, por isso é importante que os desenvolvedores front-end tenham conhecimentos nestas ferramentas, pois elas podem auxiliar bastante no desenvolvimento do CSS das páginas. Também é importante que estes profissionais saibam utilizar automatizadores de tarefas, como o Gulp e Webpack, pois eles facilitam o workflow de desenvolvimento, build e deploy, automatizando diversos processos.

Um desenvolvedor front-end deve sempre ter em mente o desenvolvimento de interfaces responsivas, que se adaptam de acordo com o tamanho da tela do usuário. Por isso ele precisa dominar técnicas para desenvolvimento responsivo, como por exemplo o Flexbox. É importante também que o desenvolvedor tenha conhecimento de testes unitários, pois esta prática pode evitar que a aplicação seja enviada para produção com bugs escondidos. Ele deve ter familiaridade com ferramentas de debug e inspeção, como por exemplo o Chrome DevTools, pois assim fica mais fácil encontrar problemas no código JavaScript, e acertar detalhes do CSS.

O desenvolvedor front-end também deve ter domínio do DOM, que é uma representação da estrutura do documento. Ele precisa ter conhecimento em mecanismos de controle de versão, como por exemplo o GIT e o SVN, já que hoje em dia a grande parte das empresas fazem uso destas ferramentas para versionar as aplicações desenvolvidas. Com elas o desenvolvedor consegue, de forma rápida, verificar o histórico de alterações dos arquivos, podendo desfazer facilmente implementações que geraram algum problema. Outra grande vantagem destas ferramentas é a facilidade para o trabalho em equipe, já que permite que mais de uma pessoa trabalhe no mesmo projeto ao mesmo tempo, e depois faça a junção do que foi feito de uma forma mais simples.

Qual o perfil deste profissional?

Um desenvolvedor front-end deve ser curioso e estar sempre em busca de aprendizado. Como ele vai trabalhar com várias tecnologias e ferramentas diferentes, ele deverá ficar antenado a respeito das novidades da área, buscando sempre propor a melhor e mais viável solução para o problema em questão. Esta área é muito dinâmica, e por isso novas tecnologias, frameworks e bibliotecas surgem frequentemente. É importante manter-se ligado ao que está acontecendo, e também é preciso de foco para que você não fique tentando conhecer um pouco de tudo e acabe não se especializando em nada. Este profissional pode trabalhar em diferentes tipos de projeto e empresas. Também há a possibilidade de trabalhar de forma remota e em projetos como freelancer. Ter habilidades para trabalho em equipe é desejável, pois a maioria dos projetos envolve interação com pessoas de várias equipes.

Um desenvolvedor front-end também precisa ter um perfil investigativo, pois resolver alguns problemas pode não ser uma tarefa tão simples. É desejado que este profissional consiga aprender sozinho e de forma rápida, pois normalmente os projetos são bem corridos e precisam de agilidade, e nem sempre existe alguém na equipe com conhecimento no assunto e com tempo disponível para ensinar, por isso ser autodidata é um diferencial. Esta busca constante por conhecimento é essencial para que o profissional não fique ultrapassado em pouco tempo, e para que as soluções que ele irá criar gerem de fato valor para a empresa.

Professor autor: Guilherme Henrique de Assis