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Conheça a relação entre Blockchain e Bitcoin

Vários fatores influenciaram no desenvolvimento do bitcoin, um dos principais é a sua estrutura de dados distribuída e segura: o blockchain.

Provavelmente você já ouviu falar sobre o bitcoin. Caso nunca tenha ouvido falar, o bitcoin é a primeira moeda digital descentralizada da história, e tem quebrado vários paradigmas no mundo todo. O interesse do brasileiro sobre o bitcoin disparou nos últimos meses. É natural: um bitcoin valia menos de R$ 0,01 em 2010 e hoje vale algo próximo de R$ 16.500.

Foram poucas as pessoas que tiveram a capacidade de “enxergar” o potencial da moeda quando ela ainda estava surgindo para o mundo. Se você tivesse investido R$ 10,00 em 2010, hoje você estaria com R$ 16.500.000,00! Para que você não fique decepcionado, vale a pena destacar que o meu interesse pelo bitcoin é recente e eu também não tive essa brilhante ideia em 2010. Segundo o google a busca pelo termo bitcoin cresceu 130% no primeiro semestre de 2017 em relação ao segundo semestre de 2016.

A ideia com o bitcoin foi de replicar as propriedades do dinheiro físico (cash) num ambiente digital. Por isso, essa invenção significa a “digitalização do dinheiro” no sentido mais pleno do termo. Poderíamos fazer uma enorme lista para enumerar os fatores que contribuíram para o sucesso desse fenômeno chamado bitcoin. Entretanto, vamos focar em um dos principais, senão o principal motivo para o seu  êxito. Um sistema de registro que ficou um bom tempo sem ser notado: o blockchain. O blockchain é um banco de dados que até o momento é inviolável e tem se mostrado extremamente seguro.

O Blockchain tem se mostrado eficiente ao ponto de sua ideia já despertar interesse de vários setores da economia, como: bancos, hospitais, bolsa de valores e outros setores que são atraídos pelo assunto. Mas como o blockchain funciona?

O Blockchain é um banco de dados descentralizado que armazena transações, é um livro público de registros, uma lista de todas as transações que ocorreram na história do Bitcoin. No MBA em Arquitetura de Software do IGTI a disciplina de Princípios de Sistemas Distribuídos fala com detalhes sobre o Blockchain.

O blockchain significa cadeia de blocos. Esses blocos são públicos e todos os participantes ou “nós” da rede podem acessá-lo quando quiserem – detalhe: os blocos não podem ser apagados ou alterados. E o mais bacana é que qualquer modificação neste “livro” só pode ser feita com autorização de TODOS os membros da rede, que são milhares de computadores espalhados no mundo.

Outro papel importante da descentralização é que a falha de algum membro da rede não afeta o seu funcionamento, ou seja, a rede funciona 24 horas por dia nos 365 dias do ano com altíssima disponibilidade.

A criação de novos blocos pode ser feita por qualquer pessoa da rede que deseja ser um “mineiro” (não, não é uma pessoa que nasce em Minas Gerais). O que os mineiros têm que resolver diz respeito à criação de novos blocos e, com efeito, à validação das transações, que nada mais é do que um computador (ou um conjunto de máquinas atuando como uma só) que utiliza um software específico para a realização dos cálculos. Sempre que o processo é concluído, o mineiro é recompensado com Bitcoins. Inclusive a mineração de bitcoins é um negócio que gira milhões de dinheiro no mundo, podemos falar um pouco mais sobre mineração em outro post, não é?

O post neste blog apresenta o funcionamento da Blockchain em 4 passos de maneira muito interessante. A blockchain possui alto nível de transparência, os usuários do sistema não precisam ser identificados e não é necessário saber sua localização. Os custos operacionais também podem ser mais baixos na comparação com sistemas computacionais centralizados. Se eu pudesse recomendar algum assunto para você se especializar, sem dúvidas eu sugeriria que você aprendesse a implantar e adaptar o blockchain em algum setor do mercado.

Professor autor: Ezequiel Mendes Duque