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Tudo que você precisa saber para ser um profissional de Business Intelligence

Requisitado entre as empresas, o BI é a inteligência por trás de qualquer negócio. Saiba quais são os principais requisitos para investir nesta carreira: 

Com a internet, a coleta de dados mudou a maneira como as empresas funcionam. Anteriormente, as engrenagens de uma organização giravam a partir da visão de líderes. Com o avanço das tecnologias, o cenário se transformou e as informações coletadas se tornaram o guia de muitas estratégias. No passado, a liderança de uma empresa tomava decisões com base no que conseguia observar, mas com a expertise do Business Intelligence, o processo ficou mais confiável e assertivo. 

Por serem capazes de fornecer insights e fazer com que empresas se destaquem, os profissionais de BI são muito buscados por empresas. Não à toa, o mercado não para de crescer e a profissão tem sido muito procurada por amantes da tecnologia de informação. Quer saber como se tornar um especialista em BI? Confira algumas dicas abaixo. 

Business Intelligence, o que faz?

O conceito Business Intelligence surgiu para definir a decodificação e o uso de dados de forma estratégica de qualquer empresa. Com a ajuda de softwares, o analista de BI age coletando dados, organizando-os, analisando-os e monitorando-os de acordo com o sistema de negócios. 

Isso acontece porque os dados são uma maneira de interpretar as informações e interações das pessoas em determinadas situações, como quando levamos um produto de um e-commerce para o carrinho de compra.

Com esses detalhes, é possível ajudar na tomada de decisão e no entendimento dos negócios. Antes é necessário processar e decifrar os dados! A partir daí, é possível ter informações mais certeiras, pontuais e rentáveis. 

Quem é o profissional de BI? 

Um analista de Business Intelligence,  é responsável por transformar, com a ajuda de softwares e ferramentas, todos os dados em coisas inteligíveis. Assim, esses profissionais podem tornar a vasta quantidade de dados disponível em informações úteis, que realmente tenham valor para as empresas. Ele precisa gostar e saber transitar entre as áreas de negócios e tecnologia da informação, tendo um amplo conhecimento de ambas. 

Seu perfil deve unir o mundo dos negócios e da tecnologia, tendo uma firme compreensão de cada um deles, sendo capazes de extrair e analisar dados para recomendar estratégias de crescimento para as empresas. São responsáveis também por examinar os sistemas e procedimentos e, assim, encontrar áreas em que possam aumentar a eficiência e efetividade do negócio. Além de analisar os dados, o analista de BI também reúne as informações dos concorrentes para montar estratégias que possam mudar o setor – e aumentar o faturamento do seu negócio.  

Sua principal característica é ter uma visão holística dos diversos cenários organizacionais. Ele precisa conhecer muito bem as ferramentas da área, assim como considerar maneiras pelas quais uma empresa pode desenvolver novas políticas em relação à coleta de dados e às metodologias de análise de dados, incluindo a garantia da integridade do uso de dados. 

Como é o dia a dia deste profissional?

O BI é o principal intermediador da área de negócios e os executivos.  No geral, quando um analista de BI começa seu trabalho, é preciso que a empresa elabore uma pesquisa de tendência de mercado para entender as oportunidades e possíveis problemas, como uma análise comportamental dos clientes, hábitos de consumo e até tendências de negócios. Feito isso, é preciso pensar em iniciativas e projetos que possam solucionar as principais lacunas encontradas anteriormente. 

Sua rotina também inclui acompanhar as performances da empresa e observar como os projetos estão sendo recebidos. Ele precisa organizar e tratar as informações para encontrar padrões e similaridades entre comportamentos. Esse é o momento da análise em que o profissional utiliza funções matemáticas capazes de mapear os dados para identificar possíveis tendências e ajudar a empresa a se posicionar de maneira mais assertiva.

O coordenador do curso de Business Intelligence do IGTI, Fernando Zaidan, explica: “Esse processo se chama ETL – extração, transformação e carga – load, em inglês”.  A partir daí, com as ferramentas de BI, criamos painéis com gráficos e indicadores que ajudam a empresa a ter visões estratégicas de negócio.”

A partir daí, o profissional de BI começa a transformar os  dados em análises gráficas, mapas e indicadores inteligíveis por meio de Dashboards, que são painéis que compilam imagens e podem ser compartilhados com o restante da empresa.

O processo de análise e acompanhamento dos painéis é feito em ciclos com o intuito de entender como foram as interações dos clientes. Assim é possível pensar em iniciativas diferentes e inovadoras a partir de como os planos performaram.

Onde os analistas de BI trabalham?

Os profissionais podem atuar em diferentes mercados e induśtrias independentemente do tamanho da empresa. A organização tenha uma visão mais assertiva e analítica do negócio para entender a necessidade da contratação de um especialista em Business Intelligence. Hoje, a maior parte delas quer e precisa melhorar seu sistema de tomada de decisão e prevenção ao risco. Por isso a procura por profissionais de BI está em alta.

Com um grande número de empresas buscando informações para uma tomada de decisão mais estratégica, o mercado está aquecido. As grandes e médias empresas têm essa visão mais consolidada, mas se engana quem acha que para por aí. Pequenas empresas e até mesmo as startups, também estão à frente neste processo.

Qual a faixa salarial?

A média salarial dos analistas de BI é de R$ 6.241, de acordo com pesquisa da Revelo – plataforma de recrutamento. Quando falamos de região, Belo Horizonte é o local onde a oferta salarial é maior, pagando por volta de R$ 7.250, já em São Paulo o valor cai para R$ 6.301 e no Rio de Janeiro, abaixo da média entre as três, paga R$ 5.318.

Já para um analistas sênior, a remuneração pode chegar a R$ 10 mil segundo o guia das profissões do trampos.co. Para a Catho, as empresas que mais pagam esses profissionais são as empresas de Recursos Humanos, seguido por bancos e instituições financeiras.

O que um BI precisa saber?

Nem sempre os profissionais dessa área são formados em tecnologia da informação ou ciência da computação, mas em engenharia, economia e até administração . Muitos possuem apenas cursos livres em seus currículos, no entanto o ramo conta com muitos profissionais autodidatas. Entretanto, é importante dominar os fundamentos em tecnologia, ser curioso e procurar entender um pouco sobre como as coisas na tecnologia funcionam. Para começar, o profissional precisa gostar de estudar – e muito. O ramo da tecnologia está em constante transformação e é preciso se atualizar. 

Além disso, quem tem facilidade com números costuma se dar bem no ramo, assim como quem fala inglês ou já possui certo conhecimento de programação. É bom gostar de dados e estudar muito para alinhar prática e teoria. Essas habilidades serão necessárias no dia a dia, mas também tornam o profissional mais interessante. 

Quero ser um BI, e agora?

Para exercer a profissão, é preciso conhecer muito de Banco de Dados, o que se adquire na maioria das graduações da área de TI. Por isso, a modelagem de Banco de Dados com seus os elementos (entidades e relacionamentos), bem como as formas para normalização dos Bancos de Dados. As especializações tornarão os profissionais mais capacitados para a área. Outro ponto importante é procurar desenvolver as soft e hard skills.

Soft skills:

Potencializar as Soft Skills é muito importante. Estas competências são subjetivas e relacionadas à inteligência emocional. Alguma delas são boa comunicação, trabalho em equipe, gestão de pessoas, pensamento crítico, atitude positiva, resiliência, empatia, liderança, negociação, tomada de decisões, flexibilidade, ética, dentre outras.

Hard skills:

As hard skills podem ser adquiridas, além do conhecimento mínimo em banco de dados e da modelagem de banco de dados. Algumas delas:

Data Warehouse (DW): deve ter conhecimento em DW, na modelagem, nas estruturas, tabelas fatos e dimensões, seus atributos e relacionamentos;

Cubos: conhecer os conceitos de Cubos OLAP (on-line analytical processing), que são conjuntos de dados multidimensionais;

ETL: conhecer o processo de extração, transformação e carga (ETL) é de suma importância;

Estatística: o mínimo conhecimento em estatística é necessário para lidar com as métricas e indicadores;

Ferramentas de BI: a noção da maioria das ferramentas será fundamental para a escolha da mais indicada, pois inevitavelmente a empresa deverá tomar a decisão de aquisição ou outra modalidade de uso, como o SaaS (software como serviço);

Dashboards (ou painéis): projetar e construir Dashboards pode tornar seu projeto de BI em um verdadeiro sucesso. A escolha das métricas deve ser muito criteriosa, assim como ter preparado muito bem os dados de entrada. Ou seja, realizando o ETL que deixe seus dados prontos para a visualização. Também deve conhecer ferramentas específicas de Dashboards. 

Vantagens de ter um BI na empresa

Toda empresa precisa de um plano gerencial bem feito, mas com o fluxo atual de informações não é possível garantir que uma tomada de decisão sem análise de dados seja correta, causando possíveis prejuízos – tanto financeiros como estruturais – a longo prazo. 

Por isso, o Business Intelligence vai ser primordial para garantir que o seu negócio tenha lucros e um bom desempenho. Os analistas da área garantem que as informações sirvam para geração de indicadores em tempo real. As tomadas de decisão são rápidas e certeiras, trazendo resultados impressionantes para o negócio. 

Lei Geral de Proteção de Dados

O mercado de Business Intelligence é novo e, por isso, está em constante mudança. O acesso e a captação de dados é uma prática recente e que, por vezes, gera discussões. Com frequência, a rede social Facebook passa por isso. 

Em abril de 2018, Mark Zuckerberg foi ao congresso americano prestar contas sobre o uso de dados dos usuários por empresas e isso levantou uma discussão sobre o fornecimento exacerbado das informações e o que as companhias fazem com eles. 

Tendo isso em mente, vale dizer que todas as empresas estão passando por adaptações para se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados. Em 2020, a Lei exigirá que as empresas esclareçam quais informações são coletadas dos usuários e quais finalidades serão usadas. Todos esses detalhes deverão estar nos termos e condições de uso de cada plataforma. 

As ferramentas e softwares estão em constante atualização e a adaptação do profissional é essencial para bons resultados do mercado. Estar antenado é essencial. 

O futuro do Business Intelligence

Com o mercado dinâmico, a profissão prevê tendências que podem guiá-la para um futuro com soluções em nuvem, inteligência artificial e o uso de dados voltado para o impacto positivo na sociedade. 

Cada vez mais, os profissionais deverão se adaptar e se aprofundar nessas áreas para garantir destaque no futuro. As soluções em nuvem tem sido cada vez mais estudadas para se tornar a principal forma de armazenamento de dados. Saber mexer com tal tecnologia pode ser essencial nos próximos anos, especialmente porque essa é uma solução que garante segurança e flexibilidade para os profissionais. 

O futuro não deixa a desejar para o profissional dessa área. As corporações têm entendido sua importância e, cada vez mais, sua inteligência e habilidade será requisitada.