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O que faz um arquiteto de software?

Pensando em alavancar a sua carreira em TI? Trabalhar com arquitetura de software pode ser um bom caminho 

De modo bem simplificado, o arquiteto de software trabalha para entregar valor aos negócios de empresas, clientes, parceiros e colaboradores.

Indo mais além, este profissional é responsável por garantir o seguimento das diretrizes de um projeto de desenvolvimento de software que normalmente são: qualidade dos sistemas, contexto organizacional, funcionalidade, usabilidade, performance, desempenho e baixo custo de investimento.  

Com todas essas responsabilidades, o arquiteto de software é o profissional que está envolvido diretamente com mais questões estratégicas do que técnicas de uma operação, porque busca entender como as empresas podem ter uma performance melhor por meio do desenvolvimento de sistemas e aplicações. Para lidar com essas demandas, as habilidades interpessoais como liderança e gestão de pessoas também são bem-vindas.

Diferenciais do arquiteto de software

O principal diferencial do arquiteto de software, comparado a outros cargos de tecnologia, é priorizar a etapa da solução de um problema de modo eficiente, enquanto as outras pessoas do time estão focadas na parte da implementação. Por isso, é tão importante que este profissional tenha um visão direcionada aos negócios. 

Funções do arquiteto

É comum encontrar diferentes tipos de arquitetos de software nas corporações, porque depende da maturidade da empresa – e também a especialização do profissional. Porém algumas funções são imprescindíveis para desempenhar este cargo, tais como:

  • Definição da estratégia e escolha da tecnologia certa para o desenvolvimento de um software 
  • Seleção de ferramentas, códigos, programação, sistemas e linguagens
  • Identificação e compreensão das prioridades da empresa e dos negócios
  • Tomada de decisão com base no design e limitações do sistema 
  • Revisão e teste do modelo de padrão de arquitetura
  • Trabalho em equipe com líderes de diferentes áreas 

Conhecimento prévio do arquiteto

O arquiteto de software precisa ter uma base sólida de conhecimento em desenvolvimento de front-end, back-end e full stack. Sem contar análise de negócio e arquitetura de dados. “Para entrar na área de arquitetura de software, o profissional precisa primeiro dominar o desenvolvimento de sistemas e estar disposto a encarar desafios, inclusive em tecnologias que nunca atuou antes”, reforça Rafael Lobato, professor de Arquitetura de Software do IGTI. 

Hoje, um arquiteto de software tem que ter nível sênior de conhecimento, porque é primordial ter habilidades técnicas em outros cargos antes. “Normalmente, este profissional já trabalhou com a implementação de software com foco nas camadas de front, back-end e arquitetura de dados para, depois, conseguir priorizar o desenvolvimento de soluções para os sistemas e aplicativos com um foco mais estratégico. Em algumas empresas o arquiteto pode até fazer parte do corpo executivo”, explica Lobato.  

O perfil do arquiteto de software

Você gosta de estudar, tem facilidade para aprender coisas novas, está aberto para desafios, analisa as situação antes de tomar uma decisão e possui habilidades de comunicação e gestão de pessoas? Se você disse sim para todas as alternativas anteriores, ser um arquiteto de software pode ser um caminho viável para a sua carreira. No entanto, não pense que será fácil desempenhar esse papel nas empresas, porque é preciso ter um senso crítico e analítico bem aguçado para que a tomada de decisão seja mais rápida. 

O conhecimento técnico também é essencial para que este profissional consiga encontrar a melhor solução para os negócios, já que é fundamental levar em conta os recursos, ferramentas e sistemas disponíveis para desenvolver novos projetos ou atualizar o software existente. Dentro das competências, o perfil do arquiteto de software deve atender algumas características básicas:

  • Criatividade
    Parte da rotina deste profissional será endereçar diferentes soluções para potenciais problemas e abstrações sem ter de fato um objeto palpável pela frente. Por isso, o arquiteto tem que ter uma mente lúdica para pensar em usar as tecnologias disponíveis de formas efetivas saindo de sua zona de conforto.
  • Senso crítico
    O arquiteto deve ter uma visão analítica dos problemas apresentados para desenvolver soluções adequadas às necessidades dos negócios com base em uma estratégia consistente, eficaz e assertiva.
  • Proatividade
    Manter-se atualizado e explorar as constantes novidades tecnológicas é a base de um profissional de TI em qualquer área. Já que é importante testar diferentes padrões, atualizações e novas linguagens. Assim, ficará mais fácil desenvolver a criatividade e senso crítico nas tomadas de decisão.
  • Resiliência
    Por lidar com diferentes áreas, pessoas e dificuldades no dia a dia, o profissional precisará buscar formas de combater o stress de tomar decisões sobre pressão ou mudanças no direcionamento de um projeto.
  • Comunicação
    Lidar com pessoas e explorar o carisma pessoal são essenciais para atuar como arquiteto de software, já que muitas vezes será essencial usar a oratória para explicar quais são as ações necessárias para o desenvolvimento de uma solução ou aplicação para outros times e até clientes de uma empresa. 

O arquiteto de software precisa ser comunicativo e explorar suas competências interpessoais para desempenhar seu papel nas empresas. O conhecimento técnico é importante, mas a combinação do perfil é levada em conta no momento da contratação. Afinal, é um cargo que exige muito do emocional de uma pessoa. 

As habilidades necessárias 

Quando se fala em soft skills – também conhecidas como competências comportamentais – este profissional deve contar com o poder de persuasão para realizar a negociação de projetos com clientes, parceiros e até outros times. É necessário também ter senso crítico e um perfil de liderança para conseguir desenvolver a sua equipe

Já no quesito capacitações técnicas – ou hard skills –, é vital que o arquiteto de software tenha experiência em full stack – programador que atua no desenvolvimento completo de uma aplicação. Quer saber mais sobre a rotina do full stack, acesse o nosso material sobre a profissão.

Principais desafios para desenvolver um software

A responsabilidade pelo desenvolvimento inicial de uma aplicação está nas mãos do arquiteto de software que precisará se certificar de que algumas medidas e soluções estão sendo consideradas pelos diferentes gestores de um projeto. Sendo assim, podemos dizer que o envolvimento deste profissional acontecerá da ideia à ação de um sistema.

Conforme o projeto for evoluindo, este profissional terá que se adaptar às diferentes tarefas em sua rotina. Em um único dia, é possível desempenhar funções bem distintas. Nada de mesmice!

Quais empresas precisam de um arquiteto de software?

Qualquer negócio que tenha algum tipo de tecnologia envolvida precisa de um arquiteto de software para garantir que o desenvolvimento das soluções estejam de acordo com os padrões necessários e atue de modo assertivo, como mencionamos no conteúdo sobre a definição e aplicação da arquitetura de software. “Toda solução tecnológica se inicia a partir de uma boa solução arquitetural”, completa Lobato.  

Salário do arquiteto de software

Por ser um cargo com grandes responsabilidades, os profissionais que decidem seguir a carreira de arquiteto de software costumam ser bem remunerados pelas empresas. De acordo com o site vagas, o salário pode variar entre R$7 mil a R$12 mil reais por mês. 

Claro que para chegar em um nível mais sênior, o profissional precisará conquistar algumas certificações educacionais depois de completar o seu bacharel. Hoje, muitos arquitetos de software escolhem Ciências em Computação como sua principal formação e em seguida buscam por cursos de pós-graduação ou MBA com foco em arquitetura de software.

Para se destacar em um mercado de trabalho competitivo, o profissional que busca por uma educação de excelência precisa considerar os métodos de ensino e níveis de interatividade para conseguir aplicar a teoria em suas tarefas no cotidiano. “Fora a prática, as disciplinas para a formação de um arquiteto de software precisam estar voltadas para o desenvolvimento de sistemas e detalhamento dos padrões arquiteturais”, reforça Rafael Lobato, professor do IGTI. 

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